A Emenda Constitucional nº 103/2019, conhecida como Reforma da Previdência, foi proposta pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro, e por sua equipe econômica, sendo promulgada pelo Congresso Nacional em 12 de novembro de 2019.
A mudança alterou profundamente as regras da Previdência Social e seus efeitos continuam sendo sentidos pelos trabalhadores brasileiros, especialmente por aqueles que atuam em empresas públicas, como a CASAN.
Na prática, a reforma tornou mais rígidas as regras para aposentadoria e criou um novo cenário para milhares de trabalhadores. Na CASAN, muitos empregados que alcançaram as condições para se aposentar acabaram deixando a empresa sem que houvesse um planejamento adequado para a reposição dessa mão de obra.
O resultado faz parte da realidade de quem permanece na ativa: equipes menores, aumento da carga de trabalho, perda de profissionais com décadas de experiência e conhecimento técnico, além da pressão cada vez maior para manter a qualidade dos serviços prestados à população.
Quem trabalha na CASAN sabe o quanto o conhecimento acumulado pelos empregados mais antigos faz diferença no dia a dia das operações. Quando esses profissionais deixam a empresa sem reposição suficiente, não se perde apenas força de trabalho. Perde-se experiência, capacidade de formar novos colegas e parte da memória técnica construída ao longo dos anos.
Milhares de trabalhadores organizaram sua vida e planejaram a aposentadoria com base em um conjunto de regras que foi profundamente alterado em 2019. Os impactos dessa mudança continuam presentes, tanto para quem se aposentou quanto para quem segue trabalhando. É uma realidade que afeta diretamente as condições de trabalho dentro da empresa e, consequentemente, a qualidade do serviço público prestado à população.










