Uma articulação de parlamentares da direita e do centrão na Câmara dos Deputados tenta enfraquecer as propostas que reduzem a jornada de trabalho no Brasil e colocam fim à escala 6×1.
Uma emenda assinada por 176 deputados foi apresentada durante a tramitação das PECs 8/2025 e 221/2019 propondo o adiamento da mudança por mais dez anos, empurrando sua implementação para 2036.
O texto também abre margem para jornadas de até 52 horas semanais em setores considerados “essenciais” e amplia a possibilidade de flexibilização da carga horária por meio de negociações individuais e coletivas.
As PECs em debate no Congresso representam hoje uma das principais pautas da classe trabalhadora brasileira. A PEC 8/2025, propõe jornada semanal de 36 horas e reorganização das escalas de trabalho. Já a PEC 221/2019, prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas.
A admissibilidade das PECs já foi aprovada na CCJ da Câmara dos Deputados e agora os textos serão analisados por uma Comissão Especial antes de seguirem ao plenário. É justamente nesse momento decisivo da tramitação que setores conservadores tentam impor mudanças para esvaziar a proposta original.
A iniciativa representa um grave retrocesso para os trabalhadores e trabalhadoras que convivem diariamente com jornadas extensas, pressão constante, sobrecarga e impactos físicos e mentais provocados pelas condições de trabalho.
Permitir jornadas ainda maiores ou postergar a redução da carga horária significa aprofundar um modelo de trabalho baseado na superexploração e no adoecimento da classe trabalhadora.
O Sintaema defende fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a construção de condições mais dignas para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Mais tempo de vida, descanso e convivência familiar não é privilégio. É direito!










