Uma obra da companhia atingiu uma rede de gás e provocou uma explosão em plena área residencial na Zona Oeste da cidade. O resultado foi devastador: uma pessoa morreu, três ficaram feridas e dezenas de imóveis foram atingidos.
Mas por trás da explosão existe um problema ainda maior: a lógica de corte de custos imposta após a privatização.
Antes da venda da Sabesp, a empresa tinha cerca de 14,5 mil trabalhadores próprios. Hoje, são apenas 8,3 mil. Mais de 6 mil postos de trabalho foram eliminados.
E não foram apenas números. A empresa perdeu trabalhadores experientes, profissionais que conheciam profundamente a rede, os protocolos de segurança e a operação do sistema.
No lugar da experiência ficaram a terceirização, redução de equipes, sobrecarga de trabalho, menos fiscalização e pressão por redução de custos
Segundo o Sintaema de São Paulo, a obra que terminou em explosão no Jaguaré sequer tinha fiscalização direta da Sabesp no local.
Quando serviços essenciais passam a ser guiados pela lógica do lucro, o resultado aparece rapidamente: mais reclamações, pior atendimento, falta d’água, aumento das tarifas e riscos maiores para a população.
Privatizar não significa melhorar. Em muitos casos, significa precarizar.
Água e saneamento são serviços essenciais. Exigem planejamento, responsabilidade, investimento público e segurança, não redução de custos às custas da população.










