A promessa de que a privatização melhoraria o serviço de água em São Paulo não se confirmou na prática. Desde que a Sabesp foi privatizada, as reclamações explodiram e os problemas no abastecimento passaram a fazer parte da rotina de milhares de famílias paulistas.
Levantamento com dados da Arsesp mostra que a média mensal de reclamações aumentou 70% após a venda da companhia: saltou de 1.041 para 1.770 registros por mês. Só os casos de falta d’água cresceram 224% em um ano.
Enquanto isso, o atendimento ao consumidor piorou drasticamente. O tempo médio de resposta da empresa passou de menos de 5 dias para mais de 70 dias. No Reclame Aqui, as queixas aumentaram 72% e a nota da companhia despencou.
Moradores denunciam água amarelada, cheiro de mofo, interrupções diárias no fornecimento e demora para resolver problemas básicos. Em várias cidades, a situação já levou à abertura de CPIs para investigar a atuação da empresa privatizada.
Carapicuíba classificou o serviço como “desastroso”. Em Hortolândia, foi criado um comitê de crise. Em Caraguatatuba, vereadores investigam cortes no fornecimento, aumento das contas e falhas nas obras de esgoto.
Água é direito, não mercadoria. Quando o lucro passa a comandar um serviço essencial, quem paga a conta é a população.
Privatização não é solução.










