No setor de saneamento básico — serviço essencial à vida e à saúde pública —, a realidade tem sido marcada pela sobrecarga de trabalho, resultado direto da falta de gestão adequada, do déficit de pessoal e da ausência de planejamento. Essa sobrecarga expõe os trabalhadores a riscos constantes, intensifica o desgaste físico e mental e contribui significativamente para o aumento de adoecimentos, afastamentos e acidentes.
Essa situação não é fruto do acaso. Há uma responsabilidade direta do Governo do Estado de Santa Catarina, que tem negligenciado a recomposição do quadro funcional da CASAN, deixando de realizar concursos públicos e de cumprir compromissos assumidos com os trabalhadores.
Hoje, a própria companhia já reconhece um déficit significativo de trabalhadores, estimado em cerca de 400 profissionais, o que tem levado à intensificação da sobrecarga e à precarização das condições de trabalho.
A ausência de políticas efetivas de valorização e contratação agrava ainda mais o cenário, comprometendo não apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a qualidade de um serviço essencial prestado à população catarinense.
A precarização da empresa, associada à falta de investimento em pessoal, evidencia uma escolha política que transfere o custo da má gestão diretamente para os trabalhadores.
A negligência na organização do trabalho não pode ser naturalizada. Quando acidentes e doenças não são registrados por meio da CAT, cria-se um cenário de subnotificação que beneficia apenas a gestão ineficiente e penaliza o trabalhador, que fica desassistido e sem o devido respaldo legal.
O sindicato reforça: registrar a CAT é um ato de proteção, de responsabilidade e de luta coletiva. É por meio desses registros que se constrói a defesa de melhores condições de trabalho, combate-se a precarização e exige-se uma gestão responsável, à altura da importância do saneamento básico para a sociedade.
Confira a cartilha sobre Acidente de trabalho, CAT e direitos previdenciários










