A terceirização no saneamento em SC só tem trazido prejuízo: precariza o trabalho, retira direitos e sobrecarrega quem está na linha de frente. O trabalhador, que já está pressionado, ainda é obrigado a refazer serviços mal executados por terceirizadas.
Enquanto isso, o governador do Estado anuncia 600 milhões de lucro — fruto direto do suor e da saúde dos trabalhadores — mas o que chega para a categoria são apenas migalhas. E mais: a chamada “reestruturação”, que custa 18 milhões por ano, tem servido como verdadeiro cabidaço de empregos, sem retorno para quem sustenta o sistema no dia a dia.
Isso não é acaso — é problema de gestão e tem responsáveis! A direção da empresa e o Governo do Estado de SC não podem se esconder. A omissão na valorização dos trabalhadores da CASAN, e a não apresentação do projeto de regionalização do saneamento abre espaço para a terceirização desenfreada, favorecendo interesses privados e criando um ambiente propício a irregularidades com fraudes em licitações e pagamentos de propinas.
Não por acaso, SC tem assistido a prisões de prefeitos e empresários por fraudes em licitações, além de citações envolvendo o setor nas delações da AEGEA. Quando falta planejamento, controle e compromisso com o público, quem paga a conta é o trabalhador e a população.
O SINTAEMA-SC denuncia: saneamento é direito, não mercadoria!
Governador, cumpra o compromisso firmado com o SINTAEMA-SC! Chega de omissão — gestão se faz com responsabilidade!










