A audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Garopaba, em 25 de março apresentou um debate central para o futuro da cidade: o direito ao saneamento básico e o modelo de gestão desse serviço essencial.
Em debate, o andamento dos projetos de implantação do sistema de esgoto e os desafios para garantir que a população tenha acesso universal, com qualidade e justiça social.
O encontro reuniu representantes do poder público, entidades, associações e a sociedade civil, num momento decisivo para pressionar por soluções concretas diante da situação na cobertura de esgotamento sanitário no município.
Representando o Sintaema, Cristian Bedin fez uma defesa firme do papel público da Casan e da valorização dos trabalhadores que sustentam o serviço no dia a dia. Ele também alertou para os riscos da privatização: aumento de tarifas, precarização e redução de investimentos quando o lucro se torna prioridade.
Cristiam defendeu que o caminho mais seguro é fortalecer a parceria entre Estado e município, garantindo que a Casan amplie sua atuação também no esgoto, com responsabilidade social e compromisso ambiental.
Já o conselheiro Haneron Marcos trouxe um chamado à responsabilidade coletiva e à maturidade do debate. Representando o Observatório ONAS, ele defendeu que o debate precisa se apoiar em critérios técnicos e não em disputas superficiais ou interesses imediatos.
Haneron foi direto ao apontar que saneamento é um direito humano e deve ser tratado como saúde, educação e segurança pública: com foco na melhoria do serviço, e não na lógica da privatização. Ao citar experiências negativas recentes no estado, reforçou que a promessa de soluções fáceis não se sustenta na prática.










