Nos últimos anos, parte do debate público tem tentado responsabilizar as empresas públicas pelos “problemas” do saneamento no Brasil.
Mas quando olhamos com atenção, percebemos que muitas afirmações repetidas são mitos que não resistem aos dados.
Em Santa Catarina, por exemplo, cerca de 34% da população tem acesso à rede de esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações do Saneamento (SNIS).
O que quase nunca dizem é que mais de 90% de toda essa estrutura que já existe, foi construída e é operada pela CASAN.
A companhia atende cerca de 193 municípios catarinenses, muitos deles pequenos e com baixa viabilidade econômica, lugares onde empresas privadas normalmente não querem atuar.
Ou seja: a média estadual também reflete essa realidade. A empresa pública não atua apenas nos grandes municípios, ela leva saneamento para todo o território do estado.
Quando o debate ignora esse contexto, cria-se uma narrativa distorcida que desconsidera décadas de investimento público e o trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras que mantêm o sistema Casan funcionando.
Por isso, antes de repetir discursos prontos sobre privatização ou gestão pública, vale olhar para os fatos.










