Hoje (23), dirigentes do Sintaema e trabalhadores da Casan, juntamente com o conselheiro Haneron e representantes da CTB, do Ondas, da Fenatema, da FNU, do Sintaema-SP, do Sintsama-RJ e de diversas entidades de trabalhadores e trabalhadoras urbanitários realizaram, em frente ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), no Rio de Janeiro, um grande ato em defesa do saneamento público, contra as privatizações dos serviços e das empresas públicas de saneamento e por uma mudança da política do BNDES.
Após o ato, uma audiência foi realizada com a diretoria de infraestrutura do BNDES com o intuito de discutir o papel do Banco no financiamento do setor de saneamento. Com uma política eminentemente mercadológica, o banco vem financiando somente o setor privado e colocando empecilho para financiamento das empresas públicas.
De acordo com o conselheiro Haneron, que participou da audiência representando o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas), do ano de 2019 a 2022, dos R$20,5 bilhões ofertados pelo BNDES, 99,9% foram dedicados ao setor privado. Isso entra em colisão com as propostas do atual governo federal. “Precisamos que o BNDES faça valer o seu “s” de social”, reforça.
Leonardo Lacerda, presidente do Sintaema, ressalta que o povo já está pagando altas tarifas por conta das privatizações da energia e do transporte. “Eles querem o mesmo pra água. No Rio de Janeiro, após a privatização do saneamento a tarifa mais que dobrou e muitas comunidades sofrem com a falta de água. Basta! Todos contra a privatização do saneamento!”
O diretor Gherly Ranzan afirma que é injusto os trabalhadores e a população mais vulnerável pagarem pela irresponsabilidade do governo passado e reforça a necessidade de mobilização e luta contra a financeirização da água e do saneamento.
PAPEL DO BNDES
Durante o governo Bolsonaro, o BNDES abandonou seu papel de indutor do desenvolvimento social e econômico e passou a atuar como modelador, incentivador e, principalmente, financiador das privatizações.
Com uma postura mercadológica, o banco não está atuando de acordo com as diretrizes do Governo Federal e vem sendo utilizado como ferramenta para a privatização, colocando barreiras para financiar empresas públicas de saneamento – uma política prejudicial à universalização e à democratização dos serviços de água e esgoto.










