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Tentativa frustrada de privatizar a Celesc
Postado em 29/07/2009 às 10:19:43
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Foi julgado nesta segunda-feira, dia 27/07, o agravo de instrumento que resgata R$ 500 milhões em ações da Celesc, que estavam sendo reclamadas pelo fundo Previ (fundo dos funcionários do Banco do Brasil).
O julgamento, que aconteceu na 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça (TJ) de Santa Catarina, terminou em 2 votos a 1. O desembargador substituto Robson Luz Varella acompanhou o entendimento do desembargador Jorge Luiz de Borba, ficando vencido o desembargador Wilson Augusto do Nascimento, presidente da 2ª Câmara, que no dia 20/07 havia negado provimento ao agravo. Cerca de 200 trabalhadores lotaram o hall do TJ, com o apoio do Sintaema-SC, representando pelo Presidente Odair Rogério da Silva.
Articulação dos trabalhadores foi fundamental
O Diretor do Sinergia, companheiro Mario Jorge Maia, relatou que uma reunião extraordinária do Conselho de Administração foi marcada para acontecer no dia 02/07. Estranhamente constava na pauta da reunião o assunto “melhoria na governança corporativa”. Na verdade, tratava-se de um golpe para alterar o controle das ações da Celesc. Em razão disso, o Representante dos Trabalhadores no Conselho, Jair Maurino Fonseca, articulou-se com os Sindicatos da categoria, e a sala da reunião foi ocupada por cerca de 50 trabalhadores evitando que o governo perdesse o controle acionário da Celesc. Paralelamente a isso, sabia-se que o julgamento do agravo de instrumento no TJ iria ocorrer neste mês.
“Não podemos permitir que a fome por lucro comande a Celesc. A Empresa é pública e tem responsabilidade social e não pode ficar no comando de acionistas privados”, afirmou Mario. “Sabemos que há muito a fazer na Celesc, mas para melhorar a Empresa não é preciso privatizá-la”, completou.
Uma nova reunião no Conselho de Administração da Celesc deve ocorrer em 10/08 para discutir o teor da carta do empresário Lírio Parisotto, o maior investidor pessoal da Celesc. Parisotto criticou a gestão do ex-Presidente da Empresa, Eduardo Pinho Moreira, e argumenta que a administração da Celesc deve ser exercida pelos acionistas privados.
O Sintaema-SC está articulado com o movimento contra a privatização da Celesc. Somos contrários a qualquer ato ou processo que leve o patrimônio do povo catarinense e brasileiro ao comando do capital privado. A Celesc é fundamental e necessária para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina e não pode ser transformada em um balcão de negócios.
Diretoria do Sintaema-SC
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