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Racionamento de água segue mesmo após a chuva

Postado em 03/03/2008 às 15:47:02

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A chuva na noite de quinta-feira e na manhã desta sexta-feira não foi suficiente para amenizar os problemas de abastecimento de água em Herveiras, na área serrana do Vale do Rio Pardo. O secretário de Obras, Viação, Serviços Urbanos e de Trânsito, José Luiz Grassel, informou que o racionamento na área urbana desde o início do mês segue até que as fontes apresentem sinais de aumento no nível. A situação das redes hídricas do município se agravou nesta semana com todas as fontes de água muito abaixo da sua capacidade.

O período de racionamento aumentou na zona urbana e também atingiu mais localidades. Na área central, onde o fornecimento de água era feito das 13 horas às 17h30, a suspensão passou para o período das 13h30 às 18h30. No interior, em Linha Cristina e Linha Marcondes, os moradores ficam sem abastecimento das 13 horas às 17h30. Em Linha Herval São João, Linha Caçador e Linha Plums, permanece o racionamento durante todo o dia, sendo restabelecido somente na parte da noite.

O secretário explica que a Prefeitura realiza o transporte de água para diversas propriedades que não contam mais com nenhum tipo de abastecimento. Conforme Grassel, na noite de quinta-feira choveu 60 milímetros e na manhã desta sexta-feira o volume foi semelhante. Afirma que ainda não foi possível perceber mudanças nos níveis das fontes e “o pesadelo segue”. Acrescenta que as equipes da Prefeitura vão observar o comportamento das captações e apenas depois de domingo ou segunda-feira será possível determinar alguma mudança no racionamento.

A falta de chuvas provocou perdas irreversíveis em diversas lavouras de milho. O secretário explica que a expectativa é obter a recuperação em algumas áreas onde houve o plantio mais tardio. Os prejuízos também afetaram a piscicultura. Vários açudes ficaram com o nível de água muito abaixo do normal e aconteceu a morte de peixes por falta de oxigenação da água. Alguns criadores optaram em abrir as represas e venderam os peixes temendo maiores prejuízos.

FONTE: http://www.gazetadosul.com.br

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