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Lixo industrial ameaça meio ambiente no Soyo
Postado em 04/02/2008 às 10:08:28
Interação:
O tratamento e o acondicionamento dos resíduos sólidos e líquidos produzidos pelas indústrias petrolíferas sediadas na vila do Soyo, província do Zaire, tem preocupado a população e as autoridades administrativas locais.
Segundo o administrador Manuel António, a insuficiência de meios de transportes, destinados para o tratamento e o acondicionamento dos resíduos que danificam o meio ambiente, constituem os constrangimentos do momento.
A produção de lixo doméstico em níveis assustadores no coração da cidade do Soyo, tendo em conta a evolução demográfica da região, constitui igualmente, uma preocupação a reter.
“É um problema que urge ser combatido pelas autoridades admi-nistrativas da região”, disse. Manuel António, considerou, entretanto, ser desolador e desconfortante a atitude de alguns cidadãos que persistem em depositar resíduos domésticos ao longo dos afluentes do rio Zaire.
O rio deve merecer o cuidado, carinho e a preservação de todos os seres humanos, para a nossa sobrevivência, disse o administrador, que ao mesmo tempo garantiu a existência de propostas a nível de entidades interessadas na prevenção ambiental.
As propostas, revelou Manuel António, são assentes na construção de aterros sanitários na região para tratamento de resíduos industriais e domésticos.
A degradação da flora, resultante da actividade humana, consubstanciada no derrube de árvores, é outra preocupação avançada pelo administrador do município do Soyo.
De acordo com ele, apesar das acções de fiscalização levadas a cabo pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal, ainda assim existem pessoas que se dedicam única e exclusivamente à produção e venda de carvão, através do abate indiscriminado de árvores.
Para ele, tais acções que considerou maléficas contra o meio ambiente, demonstram que a interacção entre o homem e a natureza não é pacífica pelo que urge a adopção de medidas de contenção para o restabelecimento da harmonia e um ambiente sadio.
Segundo o interlocutor, a realização constante de campanhas de educação cívica nas escolas, nos bairros, nas igrejas, rádio e organizações juvenis é uma forma de desencorajar a degradação da natureza.
O responsável da secção do Ambiente no Soyo, Vilassa José, considerou crítico o actual momento, tendo em conta os níveis de produção e consumo dos recursos naturais, situação que está a causar uma devastação ambiental sem precedentes.
O derrube de mangais, florestas, a extracção desmedida de inertes em áreas rurais e junto às praias para fins de construção, são considerados perigosos contra a natureza, mas não inevitáveis, disse.
“A escolha é nossa. Ou cuidamos o meio ambiente, ou arriscamos a nossa destruição e a diversidade de vida no mundo”, acrescentou.
FONTE: http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=77063&Seccao=policia
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