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Funcionária da Agespisa é exonerada do cargo por denunciar desvio de água

Postado em 20/02/2008 às 10:33:42

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O Sintepi denunciou o desvio de água para a construção de casas em Cocal da Estação.

O Sindicato dos Urbanitários do Piauí denunciou hoje o desvio de água da Agespisa para a construção de um conjunto habitacional na cidade de Cocal da Estação. O construtor, responsável pela obra, pediu uma ligação provisória por 60 dias para a construção de 100 casas populares, mas não efetuou o pagamento.

A denuncia mais grave é que na segunda-feira (18/02), a chefe do escritório local da Agespisa, Maria Antonia Alves da Silva, foi exonerada do cargo por denunciar o desvio de água pela empreiteira e desempenhar corretamente as normas da Agespisa e a aplicar a lei.

Em dezembro de 2007, a funcionária Maria Antonia Alves da Silva, foi informada que a construção do conjunto habitacional estava sendo executado com água da Agespisa, através de uma ligação irregular. Uma equipe foi enviada para fiscalizar a construção e constataram que a religação foi feita por conta própria.

Maria Antonia Alves da Silva ligou para o superintendente regional, que orientou fazer conforme fosse para qualquer usuário: cortar, arrancar os canos da ligação e registrar boletim de ocorrência. A funcionária agiu conforme orientado, registrou ocorrência dia 14/12/2007 Nº. 474/07 e encaminhou para superintendência, de lá foi encaminhado para o delegado do NURCAP (Núcleo de Repressão e Combate aos Crimes contra a Administração Pública).

O episódio chamou atenção pelo acúmulo de irregularidades. Na última semana de janeiro de 2008, foi constatado que um vizinho da citada construção estava fornecendo água para a execução da obra, o que é proibido pelas normas da Agespisa, pelo fato da empreiteira não efetuar a própria ligação.

O caso foi novamente informado ao NURCAP e dia 13/02/2008, o escritório local recebeu a visita de dois agentes da Agespisa, que foram enviados à cidade para coletar provas da irregularidade. Os agentes foram até o local da obra, onde constataram a irregularidade, caracterizada como roubo de água. Com a constatação, denunciaram o caso à delegacia e marcaram uma audiência com todos os acusados.

Na audiência, o agente recebeu uma ligação do delegado do NURCAP, pedindo desculpas pelo fato e dizendo que tinha recebido ordens superiores para arquivar o processo, deixando o dono da construção usar a água irregularmente.

A chefe do escritório local, que fez todos os procedimentos em defesa da Agespisa, ficou decepcionada com o arquivamento do processo. "Infelizmente, a empresa puni somente os pobres, fica com a credibilidade abalada e ainda sofre um grande desfalque moral e financeiro. Isso é um absurdo", afirma Maria Antonia Alves da Silva.


Da Redação
redacao@cidadeverde.com
FONTE: http://www.cidadeverde.com/geral_txt.php?id=12307

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