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Audiência Pública debate terceirização

Postado em 21/06/2016 às 17:26:35

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Audiência Pública debate terceirização

Na última sexta-feira, dia 17 de junho, o Sintaema participou de uma Audiência Pública que teve como objetivo debater a terceirização, bem como outras pautas que tramitam no Congresso Nacional, como: Direitos dos Trabalhadores, Previdência Social, Trabalho Escravo, Negociado sobre Legislado e o impacto na vida dos trabalhadores (as).

A audiência, realizada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), contou com a participação de centrais sindicais, fórum de servidores públicos, federações, entidades e lideranças sindicais.

Atualmente há 63 projetos de lei tramitando que pretendem retirar as conquistas alcançadas pela classe trabalhadora brasileira. Segundo o Senador Paulo Paim (PT), que presidiu a sessão, “a tarefa não será fácil, pois os ataques serão enormes”. Ele considera inaceitável fazer uma nova reforma da previdência, com uma idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres e a desvinculação entre o reajuste do salário mínimo e o aumento dos benefícios de aposentados e pensionistas.

As centrais sindicais e os servidores públicos estão unidos nessa luta contra a reforma da previdência, o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra o PLS 30/2014, que prevê a terceirização sem limites e a prevalência do negociado sobre o legislado, o que significaria rasgar a CLT e voltar aos tempos da escravidão.

De acordo com o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB - SC) e diretor do Sintaema, Odair Rogério, é necessário que as entidades do campo progressista fortaleçam a Frente Brasil Popular, canalizando energias para realização de uma grande batalha com o objetivo de manter as conquistas dos trabalhadores e lutar por avanços. Odair ressalta que, se necessário for, uma greve geral no país deverá ser organizada como forma de barrar esse retrocesso e proteger nossos direitos e conquistas!

Odair também salienta que o império norteamericano é um dos principais patrocinadores deste Golpe que está em curso: "Para quem não lembra, a ALCA era para fazer de nós um quintal americano, a base de Alcântara, no Maranhão, era para ser uma base militar americana no Brasil e o FMI era uma sanguessuga de nossas receitas. E a partir da eleição de Lula, isso tudo teve um fim. A formação dos Brics e a criação de um Banco para os países emergentes mexeu demais com interesses americanos e o Golpe começou a ser colocado em prática – tanto no Brasil, quanto nos nossos vizinhos latinoamericanos – como Paraguai, Argentina,Venezuela, Equador – , basta ver a mesma ofensiva em nossos vizinhos que, através de seus dirigentes, formaram um bloco econômico e político que se contrapõem aos interesses americanos.

Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL


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